Poucos braços, muito trabalho!

Na data prevista para a última jornada (13/11) tivemos no activo apenas os voluntários da casa, o núcleo duro. Por isso tiveram que se esforçar para ver resultados no terreno. Ainda por cima, optaram por um local muito dinâmico onde já não se trabalhava há pelo menos dois anos: a zona das últimas várzeas da Chousa, a jusante do Feridouro.

A zona onde decorreram os trabalhos da manhã

Como esta área inclui parcelas de antigas terras agrícolas ribeirinhas, a vegetação espontânea, dominada pelo silvado, cresce vigorosamente na Primavera/Verão e as árvores aí plantadas há 4-5 anos ainda não a conseguem “dominar”. O próprio caminho, de 100 m de comprimento desde o principal, estava bloqueado pelo matagal. Para culminar o cenário, as mimosas estavam por todo o lado, com grandes exemplares junto ao ribeiro.

Deste modo, a moto-roçadora trabalhou toda a manhã, no matagal e no silvado, e a podadora também, nas mimosas, só parando para dar lugar à navalha de descasque. E assim se passou uma manhã inteirinha (e não se fez tudo o que era necessário!).

Já depois de bastante trabalho realizado, junto ao ribeiro
O ribeiro, na Chousa: parece muito selvagem, mas as mimosas e o silvado ainda dominam a paisagem. Mas já bem diferente de há apenas 5 anos.
Um jovem carvalho procura a luz entre mimosas que crescem 4 ou 5 vezes mais depressa do que ele.
Uma formação compacta de silvado, mimosas, giestas, mas também carvalhos, castanheiros, choupos e salgueiros: assim se encontrava a antiga terra de cultivo do Sr. Albertino, realmente, segundo se conta, a sua “menina dos olhos”.

A tarde foi dedicada aos eucaliptos na zona do Vale da Estrela, já junto a Belazaima. Na encosta da margem esquerda os eucaliptos grandes foram cortados no final do Inverno, mas agora é necessário eliminar rebentações remanescentes e arrancar plantas de origem seminal. O elevado declive constitui a principal dificuldade, e às vezes o emaranhado de eucaliptos de origem seminal. Aqui já se encontravam algumas plantas autóctones, que, embora danificadas pela queda dos eucaliptos, são um bom ponto de partida. Também se fez adensamento por sementeira de bolotas.

Nesta encosta bastante inclinada do Vale da Estrela cortou-se rebentação de eucalipto e semearam-se bolotas
Outra perspectiva.
Vista do “coração” do Vale da Estrela, com algumas árvores grandes na margem direita.
Os operacionais do dia numa montagem, pois não se fizeram fotografar!

E assim foi! Na próxima jornada celebraremos o Dia da Floresta Autóctone. Até lá.

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