Financiamento e outras formas de apoio

Foi uma aprendizagem dos primeiros anos do projecto, a de que, por muita generosa que seja a contribuição voluntária, ela nunca pode substituir a acção de equipas profissionais, e estas custam dinheiro. No momento presente estima-se que haveria trabalho praticamente permanente para uma equipa de dois a três operacionais. Mas isso faria saltar o orçamento para várias dezenas de milhares de euros por ano, o que de momento parece inatingível.

Eis as várias fontes de financiamento imagináveis e  quais foram as mais efectivas até ao momento:

Autarquias locais

A Câmara Municipal de Águeda, por meio de protocolo (originalmente assinado com a Quercus, agora em renegociação com a Associação Cabeço Santo),  apoia o projecto desde 2008, com 5000 euros por ano.

Empresas

A mais expressiva, dedicada e permanente apoiante empresarial do projecto é uma pequena empresa sediada nos Açores, o Espaço Talassa. Isto mostra como uma empresa não precisa de ser grande e multimilionária para apoiar uma causa como a do projecto de forma significativa: bastar haver vontade e compromisso. Mas é a excepção que confirma a regra. Todos os restantes apoios que o projecto tem tido do universo empresarial são pontuais, de valores mais modestos e muitas vezes indexados à plantação de certo número de árvores. Não significa que não estejamos reconhecidos por esses apoios, mas eles acabam por reflectir um compromisso por parte das empresas em geral que não reflecte a relevância e todas as dimensões do trabalho levado a cabo (que é muito mais do que plantação de árvores). Sem excluir a possibilidade de contribuições pontuais, o que propomos às empresas é uma contribuição plurianual de um valor fixo ou variável, por exemplo indexado aos resultados da empresa em cada ano, como na prática acontece com o Espaço Talassa.

Cidadãos individuais

Uma hipotética de contribuição de apenas 1 euro por ano de cada um dos 50 000 habitantes do Concelho de Águeda seria suficiente suportar uma equipa de trabalho de três homens todo o ano no terreno. Ou um décimo dessa população com 10 euros por ano. Não parece muito e no entanto é um horizonte muito distante. Até agora as contribuições individuais foram mais relevantes em trabalho voluntário do que em dinheiro, mas para quem não o pode fazer daquela forma, a simples qualidade de associado da Associação Cabeço Santo é uma forma de contribuir. Ver aqui.

Fundo ambiental

A associação e os titulares de propriedade estão atentos às oportunidades que poderão surgir neste âmbito, e que até ao momento ainda não se materializaram.

PDR

O parceiro Quinta das Tílias candidatou-se à medida 8.1.5 em 2019, mas infelizmente, por razões ainda não completamente esclarecidas, essa candidatura foi indeferida. Posteriormente candidatou-se à medida 8.1.2, candidatura em avaliação que inclui áreas de conservação e outras florestais de baixo impacto (agro-floresta).

Campanhas de angariação de fundos (Crowdfunding)

Esta possibilidade ainda não foi suficientemente explorada, mas deverá sê-lo no futuro.

Voluntariado

Até agora o voluntariado tem-se baseado na cidadania da região, com os Sábados de jornadas voluntárias que vêm quase desde o início do projecto. No entanto, outras oportunidades a explorar são os esquemas de voluntariado de média e longa duração, capazes de trazer voluntários de paragens mais longínquas. Claro que, para isso, é necessário ter condições de alojamento e coordenação que ainda não existem neste momento. Ver também aqui.

Turismo

A Quinta das Tílias tem em preparação uma candidatura ao Turismo Fundos (Portugal 2020) para edificação de uma estrutura de apoio ao projecto no Feridouro. Trata-se de um Hostel, que pretende valorizar a função turística, revertendo financeiramente para o projecto, a função de apoio a voluntários, sobretudo de longa duração, e a função educativa e formativa, através valorização dos recursos da Quinta do Feridouro como fonte de informação e inspiração. A estas componentes também poderá estar associada outra de prestação de serviços, ainda que de retorno financeiro marginal.

Proprietários

Proprietários de parcelas que se integrem de forma coerente na área de intervenção do projecto podem ser cedidas, total ou parcialmente, mediante um protocolo ou contrato de cedência. Ver “Cedência de propriedade”.