Medronhal

O medronhal, embora territorialmente circunscrito ao sopé do Cabeço Santo, era uma formação conservada pelas comunidades locais, que aí colhiam os seus apreciados frutos, os medronhos.  Por isso sobreviveram no cabeço áreas de medronhal, pelo menos nos locais muito inaptos para o cultivo de eucaliptos ou mesmo pinheiros, já que nos minimamente aptos terão sido desalojados. Como habitat de características próprias que é, ao medronhal estão associadas espécies específicas, como é o caso do lentisco (Phillyrea angustifolia), e da murta (Myrtus communis). Ainda presente, mas muito mais localizado é o aderno (Philyrea latifolia). Ocorre também uma pereira silvestre, provavelmente Pyrus cordata (confirmar). Uma trepadeira características destas áreas é a salsaparrilha-bastarda (Smilax aspera). Claro que nas áreas de medronhal ocorrem também muitas outras plantas lenhosas de pequeno porte, as plantas do matagal, mas a essas se dedica um parágrafo específico.

No Cabeço Santo sobreviveram sem impactos aparentemente profundos alguns hectares de medronhal, que de facto constituem as mais significativas manchas de vegetação espontânea da freguesia de Belazaima e mesmo da nova União de Freguesias. Por isso aqui se encontra uma diversidade de espécies que mais nenhum outro local da região abriga, facto que esteve na génese do projecto Cabeço Santo.