Jornada do Dia da Floresta Autóctone

Marcada pelas restrições à circulação em vigor, a jornada de 28 de Novembro, pensada para celebrar o dia da Floresta Autóctone, foi à partida reduzida para meio dia, para não desafiar essas restrições… Acabou por se realizar com apenas 3 voluntários, e, é claro, o cão Punti, sempre pronto ir, não importa o destino…

O que fazer já estava decidido: plantar árvores, que, “manda a tradição” se comece a fazer por volta deste dia. Ora, plantar árvores era coisa que ainda se podia fazer em dois locais próximos de Belazaima, pois, com pouco tempo, também não convinha ir para longe: um, o Vale da Estrela, o outro, a Benfeita. As árvores foram carvalhos localmente produzidos com as bolotas não utilizadas nas bolotadas do ano passado.

O Vale da Estrela foi eucaliptal até ao incêndio de 2017, que o queimou. A partir daí, iniciou-se um processo de reconversão. As primeiras plantações fizeram-se aqui nesta jornada, que contou com 30 participantes (bons velhos tempos!…), mas continuaram ao longo do Inverno de 2018. No entanto não chegaram a um pequeno vale, subsidiário do principal, já junto ao eucaliptal vizinho. No Outono de 2019 fez-se aí uma sementeira de bolota, mas não teve sucesso (às vezes acontece). Finalmente, chegou o momento de aí plantar.

À chegada ao Vale da Estrela, preparam-se materiais e equipamentos
Há aqui um pequeno vale, mesmo junto ao eucaliptal vizinho. Ao longe, a aldeia de Belazaima.
A picareta é a ferramenta que vai à frente. Mas já por aqui tinha passado a moto-roçadora. Lá ao fundo, no “coração” do Vale da Estrela, há mimosas e eucaliptos, que ainda serão cortados este Inverno.
E cá está a primeira!

Também se deu uma olhadela às árvores plantadas há quase três anos, e elas não deixaram a equipa desanimada: carvalhos, sobreiros e medronheiros, muitos deles já com a altura de uma pessoa! Logo ali uma observação muito mais efémera: o “famoso” falo-impúdico (Phallus impudicus), que não é muito comum por aqui.

Um carvalho plantado no Inverno de 2018
Um formoso falo-impúdico, em fase madura

No Vale da Estrela se passou mais de metade da manhã, que depois se concluiu logo ali bem perto do tanque de rega da Benfeita. Aqui não chegou a arder em 2017, embora o fogo tenha andado bem perto. A área plantada nesta jornada já tinha sido plantada antes, mas o denso matagal que então apresentava não permitiu a desejada densidade de plantação. No Inverno deste ano esse matagal foi cortado, e foi agora, na boa “cama” orgânica desse matagal em decomposição, que se plantaram mais algumas árvores.

Agora perto do tanque da Benfeita…
Dando o toque final da plantação
Vista da Benfeita: abaixo do caminho quase não chegou a haver eucaliptal, excepto nas terras “pintadas” de verde, (à direita), de onde o eucaliptal foi removido em 2019.
Bonito cogumelo, este, comestível

O tempo deu à justa para a plantação das duas áreas e foi com os já grandes sobreiros e carvalhos da Benfeita em fundo que a equipa se despediu com uma foto “de família”. (O Punti? Levou à risca as instruções para estar em casa às 13 horas, e já tinha posto pernas a caminho!).

A equipa do dia
O “quarto” elemento da equipa, captado ainda no Vale da Estrela

E foi assim, com uma equipa pequena, mas dedicada, que se plantaram algumas dezenas de árvores. Ficaremos à espera de tempos melhores, nos quais possamos continuar a contar com amigos de Aveiro, do Porto, de Vagos e de muitos outros locais… Abraços para todos, que pelo menos por escrito se podem dar!

Paulo Domingues

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