Celebrando o Dia da Floresta Autóctone

Na jornada de 26 de Setembro celebrou-se o Dia da Floresta Autóctone (passado a 23), e, como é “tradição”, dedicou-se este dia à primeira acção de plantação da época. E não só, mas já lá vamos…

A jornada foi participada por um generoso número de voluntários coordenados e incentivados pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente (NEEA) da Universidade de Aveiro, tendo aderido 13 participantes. A estes juntaram-se dois voluntários locais de manhã e dois coordenadores da ACS.

A jornada decorreu na Costa da Malhada, uma encosta voltada para o Vale de São Francisco onde c. de 4 ha foram preparados em 2021 para plantação. Ainda nesse ano se plantaram as primeiras árvores, mas o grosso delas foi para a terra já no Inverno de 2022, sobretudo com sobreiros e medronheiros. Não obstante o ano meteorológico difícil que tivemos, essas árvores tiveram uma taxa de sobrevivência excepcional, sobretudo os sobreiros. Contudo, estes têm a inconveniente tendência, quiçá própria das árvores plantadas, de não crescerem com o eixo central direito, e também de formarem ramificações, às vezes vigorosas, muito junto ao pé. Então, um dos trabalhos aqui necessários era o cuidado dos sobreiros: desramação, colocação de estacas e ataduras.

Deste modo, aproveitando o numeroso número de voluntários, o grupo dividiu-se em três: um primeiro sub-grupo deu início às plantações, que foram de duas espécies de arbustos ainda aqui escassamente plantadas: lentisco e murta. Um segundo sub-grupo cuidou dos sobreiros plantados, e também de um ou outro medronheiro que chamava a atenção. Finalmente, um terceiro sub-grupo foi cortar eucaliptos de origem seminal para uma zona de solo marginal contígua, uma zona não mobilizada para plantação.

Depois de uma caminhada de subida até à Costa da Malhada, as explicações do dia.
Os lentiscos e as murtas plantaram-se entre as árvores já introduzidas nas épocas anteriores, em forma de adensamento.
Como na época anterior, o trabalho de plantação requer uma busca cuidadosa dos melhores locais, num terreno bastante pedregoso
Cuidando dos sobreiros instalados: desramação e tutoragem
Os vários elementos em acção, sob um céu azul decorado com nuvens altas
Ao levantar uma pedra, revelou-se uma abelha solitária, como nunca tínhamos visto (é fantástico o mundo dos insectos!)
À distância, os afloramentos rochosos da cabeceira do Vale de S. Francisco, ricos em vegetação rupícola, entre a parcela da Quercus e a Mata da Altri Florestal
Ali ao lado, prosseguia o corte de eucaliptos com tesourões
Área trabalhada com o Vale de S. Francisco em segundo plano (e, na encosta do outro lado do vale, o eucaliptal…)
Com o Cabeço do Meio em segundo plano…

Durante o dia os voluntários foram rodando entre os sub-grupos para diversificarem os seus trabalhos.

No final do dia tinham sido plantados um pouco mais de 200 arbustos, cuidados muitos sobreiros e cortados muitos eucaliptos. O solo estava em boas condições de humidade e, a chuva prevista para Domingo (que, agora, já podemos confirmar, veio!), preparava-se para dar às plantas uma boa rega de instalação. Por isso, estas plantas parecem ter chegado ao terreno no melhor momento! O futuro o confirmará.

Nesta foto no final do dia já não estavam todos os voluntários, já que um grupo tinha regressado um pouco mais cedo à cidade.

Tinha sido uma excelente jornada. Obrigado aos voluntários presentes e ao NEEA! A próxima é já a última jornada de Outono, e de 2022! Aproveitem!

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