Primeira jornada de 2021

Chamar jornada voluntária a meio dia de trabalho com dois pares de braços pode ser um pouco excessivo, mas, quando o “túnel” é escuro, mesmo uma débil “luzinha” parece ter muito brilho…

O destino da pequena equipa foi o Vale de Barrocas, onde as árvores rebentadas após o incêndio de 2017 necessitam de cuidados. O início dos trabalhos fez-se na encosta acima daquela mancha de carvalhos grandes que por aqui conseguiu resistir nas últimas décadas, embora, aparentemente, o incêndio de 2017 lhe tenha causado mais danos que o de 2005.

A zona de trabalho, com os carvalhos mais antigos em segundo plano

Os trabalhos necessários são sobretudo os de selecção dos rebentos de futuro, deixando-se nesta altura geralmente apenas um deles. Mas, alguma desramação e corte de plantas do matagal mais concorrentes são também frequentemente necessárias. Nalguns casos uma primeira selecção de rebentos já tinha sido feita em anos anteriores.

Esta sequência de quatro fotos ilustra os trabalhos que são necessários, embora nem sempre o matagal seja tão “invasivo” como neste caso. Esta árvore ainda conservava o tronco ardido em 2017, o que mostra que ainda não tinha tido qualquer intervenção. 1º passo: cortar as plantas do matagal próximas, o que neste caso foi feito com a podadora e um tesourão.
2º passo: cortar rebentação secundária (rebentos mais finos)
3º passo: entre os rebentos principais, seleccionar o melhor, o rebento de futuro
4º passo: se necessário, fazer alguma desramação no rebento de futuro. E já está!

Esta zona é interessante também porque é uma das poucas áreas que já foi eucaliptal onde plantas como o azevinho conseguiram sobreviver. Outras arbustos de porte elevado frequentes são o loureiro e o sanguinho-de-água (Frangula alnus).

Um bonito exemplar de azevinho, também ele rebentado após o incêndio de 2017
O loureiro é um dos arbustos mais abundantes que aqui encontramos

Para além das árvores e arbustos que já cá estavam, também foram plantadas muitas outras a partir de 2018. Também essas, mais pequenas do que as de rebentação, necessitam de atenção: remoção de rebentações desadequadas, limpeza do matagal.

Como a jornada era só de manhã, deu-se o máximo, mas de facto ainda é necessário cá voltar antes de terminar o Inverno. Os carvalhos já abrolham, as plantas do matagal já começam a florir (as urzes vermelhas já estão em plena floração), a Primavera adivinha-se em cada recanto e… ainda há muitos carvalhos por cuidar!

A urze-vermelha (Erica australis) estava no seu pico de floração no final de Fevereiro, mas, quando esta foto foi tirada, a 6 de Março, as flores já começavam a murchar.
Em toda esta área, ainda ficaram muitos carvalhos por cuidar.
Uma perspectiva mais próxima da mancha de carvalhos grandes revela outra necessidade de intervenção: mimosas!

Obrigado ao voluntário Abel.

Até breve!

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