Visita de trabalho de 16 de Maio

No dia 16 de Maio ensaiou-se o regresso ao trabalho voluntário, com uma visita de estudo e planeamento por um grupo de elementos dos corpos sociais da ACS mais alguns voluntários habituais.

Basicamente fez-se um percurso ribeirinho, partindo do Feridouro, com a ida pela margem norte do ribeiro e regresso pela margem sul, numa extensão de 5 km. O foco da atenção foram os trabalhos que se requerem em cada local.

percurso 16-5
Percurso ribeirinho realizado

Eis uma revisão, ponto a ponto do caminho (nas legendas das imagens: o que se observa, no texto: o que há a fazer):

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1: medronhal plantado há uns 4 anos em solo pobre

1: triturar matagal em volta dos medronheiros (trabalho não voluntário, a ser realizado a partir do Outono).

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2: uva de cão em mimosa

2: cortar a mimosa, mas só depois de a uva-de-cão ter completado o seu ciclo anual!

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3: eucaliptos em zona muito inclinada, tirando a vista aos carvalhos de Vale de Barrocas

3: cortar e pincelar com herbicida (cph).

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4: mimosas nas mesma zona de 3

4: cph

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5: árvores da encosta (plantadas há 3-4 anos), algumas numa faixa onde a EDP cortou o matagal debaixo da linha eléctrica

5: retirar plantas concorrentes e desramar, se necessário. Nalguns casos pode também ser necessário fazer algum trabalho de moto-roçadora.

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6: mata da Altri Florestal, zona de confluência dos vales nºs 3, 4 e 5: encosta ardida em 2017

6: observa-se boa recuperação da vegetação autóctone mas há mimosas para cph. No estreito e declivoso corredor ribeirinho a jusante, também ainda bastantes mimosas para cph.

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7: aqui o que parece ser uma das causas do insucesso do descasque: não foi realizado até ao solo

7: a ter em atenção! No entanto nesta zona o descasque de mimosas correu em geral bem. Há contudo alguns eucaliptos, para cph.

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8: mesmo quando o descasque parece ter sido bem realizado, isso não é garantia de sucesso

8: simplesmente ter paciência e voltar a descascar, ou cph.

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9: nesta área o descasque não foi muito bem-sucedido

9: parece que com árvores de pequeno diâmetro o descasque não funciona tão bem como com árvores maiores. Talvez nas primeiras cph seja preferível.

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10: este carvalho foi aqui plantado em 2009 ou 2010

10: continuar a acarinhá-lo, admirá-lo e dele colher energias!

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11: para quem precisa de provas, ei-las!

11: retirar o tubo, que já está demonstrado!

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12: encosta ribeirinha muito inclinada, ardida em 2017

12: ainda algumas manchas de mimosas, para cph. Esta encosta ainda apresenta também alguma rebentação de eucalipto, simplesmente para cortar com machados. Há que ver também como estão as árvores aí plantadas ou rebentadas. Precisam de cuidados? É necessário fazer adensamento?

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13: encosta ribeirinha rochosa, ardida em 2017 (as copas secas são resultado desse incêndio)

13: mimosas e alguns eucaliptos para cph. Já se fez aqui um trabalho de arranque de mimosas e selecção de rebentos em 2018, que deverá facilitar os trabalhos seguintes

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14: a Altri Florestal “prometeu” esta área ainda com eucaliptos à função conservação…

14: … mas ainda falta retirar os eucaliptos e sobretudo as muitas háqueas-picantes que com eles partilham o espaço.

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15: Cambedo

15: esta imagem capta sobretudo o contraste entre dois “verdes”, o dos carvalhos e o dos eucaliptos de uma plantação na encosta sul. Não capta, contudo, que aqui mesmo, entre os carvalhos, ainda há mimosas para descascar e para cph. Também matagal e silvado para triturar com moto-roçadora (equipas profissionais).

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16: Cambedo, agora visto da encosta sul do ribeiro

16: esta, sim, capta o que não se via na imagem anterior.

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17: trilho entre o Cambedo e a Ribeira do Tojo

17: trilho muito aprazível. Na Ribeira do Tojo, cujas árvores começaram a ser plantadas em 2010, ainda há trabalho de moto-roçadora a realizar sobre o silvado (equipas profissionais). Que o diga o grupo, que teve alguma dificuldade para romper entre fetos e silvas. Mas a diferença com 2010 é já dramática (para melhor!).

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18: vista para jusante da cascata da Ribeira do Tojo

18: a visita à cascata da Ribeira do Tojo é sempre agradável, para além de convidar a um banho, mas aquelas mimosas para jusante, não deixam um bom voluntário descansar em paz. Ou talvez sim, já que ali o trabalho é sobretudo para profissionais.

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19: carvalhal da Ribeira do Tojo

19: os carvalhos também convidavam a ficar, mas,… o almoço não tinha vindo e a hora avançava. Mas a não esquecer: a encosta adjacente, já na mata da Altri, ainda apresenta mimosas para cph.

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20: rã verde num charco temporário

20: simplesmente observar!

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21: apenas um exemplo dos muitos carvalhos pequenos que já existem na zona do Vale de Barrocas, a necessitar de cuidados

21: remover vegetação concorrente e desramar, se necessário. Trabalhos profissionais de moto-roçadora sobre o matagal (corte selectivo).

A partir daqui não há mais imagens: já passava das 13 horas e ainda havia mais de 1 km a percorrer! Mas ainda a registar duas observações de importância: nas Costas do Rio, em frente ao Feridouro, há o importante trabalho de remoção dos rebentos de eucalipto, em parte a realizar por profissionais, e o levantamento do sucesso da sementeira de bolota, este da responsabilidade dos voluntários. Também as margens a jusante do atravessamento da ribeira ainda têm muito trabalho com as mimosas, depois das maiores já terem sido removidas.

Depois do almoço, sob a copa das laranjeiras do Feridouro, a tarde foi de reflexão e discussão. Deu-se a conhecer o ante-projecto para a estrutura a edificar na Quinta do Feridouro, já revisto para o PIP em curso na Câmara Municipal, uma iniciativa liderada pela Quinta das Tílias. Falou-se da candidatura, promovida também pela Quinta, ao Fundo Ambiental, para a realização de trabalhos profissionais nas áreas de conservação. Discutiu-se a necessidade de a Associação atingir os 100 associados, para que possa ser reconhecida como ONGA e também ela ter maiores possibilidades de aceder a fontes de financiamento específicas para a área do ambiente. (E você, que teve o interesse suficiente para ler este artigo até aqui, já é associado?). Discutiram-se as condições para retomar as jornadas voluntárias. E outros detalhes, de uma tarde inteira de reflexão, que não têm aqui cabimento!

Mas quanto às jornadas: vamos retomá-las no dia 30 de Maio, limitadas a 10 pessoas (1 coordenador e 9 voluntários), em local onde cada um possa chegar por seus próprios meios e com almoço em forma de piquenique, partilhando o menos coisas possível! Em princípio, os trabalhos a realizar serão o controlo de invasoras e o cuidado das árvores plantadas. A semana prevê-se quente, mas o Sábado já mais fresco. Haverá um período alargado de descanso a seguir ao almoço em zona sombreada, por certo com possibilidade de chapinar!

Vamos voltar ao trabalho? Aqui fica a oportunidade.

Até breve,

Paulo Domingues

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