A Jornada de 7 de Março

Foi com a Primavera já a anunciar-se intensamente que decorreu a penúltima Jornada Voluntária deste Inverno. Não tanto pelas nossas “arqui-inimigas”, que já se encontravam ostensivamente em flor, como que a querer rivalizar com os “pobres” carvalhos ainda completamente despidos de tudo, excepto do seu “esqueleto” de lenho, mas sobretudo pelas temperaturas elevadas que se têm feito sentir por estes dias.

Mais uma vez uma animada equipa, desta vez com sete voluntários, um dos quais de quatro patas, dirigiu-se para o sítio do Cambedo para continuar a tratar da formosa mancha de carvalhal que ali existe. Desta vez, o percurso escolhido foi o do antigo caminho de acesso a Belazaima-a-Velha e aos Cepos, o mesmo que, pelo menos até 1974, os miúdos percorriam todos os dias para ir à escola a Belazaima do Chão. Eram uns 6 km de Belazaima-a-Velha e quase 8 dos Cepos, percorridos duas vezes por dia, quer com lama, quer com poeira. Tempos duros… Depois de 1974, começou um Taxi a ir buscá-los e a electricidade chegou a essas terras remotas. Mas foi uma luta contra o inevitável destino: por volta de 1980 as povoações foram abandonadas e todas as respectivas terras agrícolas foram “eucaliptadas”. Entre as quais, estas terras do Cambedo, que depois de muitas vicissitudes a Quercus adquiriu em 2009. É hoje difícil de imaginar o frenesim de actividade que estas terras já tiveram. Restam as casas de arrumo e de animais, os muros laboriosamente construídos, as levadas de rega, os moinhos, os socalcos… Contudo ainda mais difícil seria as pessoas de apenas há 35 anos imaginarem o frenesim de actividade que haveria de existir por aqui, 35 anos depois…

E nesta jornada foi assim: como estávamos do lado sul do ribeiro, e os trabalhos a norte ainda não estavam concluídos, foi necessário improvisar uma passagem com alguns dos muitos troncos que aqui se acumularam em Dezembro de 2013. Depois os trabalhos de remoção das mimosas e de cuidado dos carvalhos foram-se aproximando das margens do ribeiro, até finalmente lá chegarem. Muitas árvores aqui plantadas desde 2010 foram redescobertas e desafogadas. Mesmo junto à foz do vale nº 6 havia um azevinho bem bonito.

Passagem improvisada para a outra margem
Passagem improvisada para a outra margem
Funciona!
Funciona!
Voluntários já em acção
Voluntários já em acção
Limpeza do silvado
Limpeza do silvado
Corte de mimosas
Corte de mimosas
Corte de mimosas
Corte de mimosas
Arrumação de ramada
Arrumação de ramada
Perspectiva invulgar dos trabalhos
Perspectiva invulgar dos trabalhos
Azevinho ainda jovem
Azevinho ainda jovem
Os sempre presentes: carvalhos, mimosas e eucaliptos
Os sempre presentes: carvalhos, mimosas e eucaliptos
Arrumação de ramada
Arrumação de ramada
Antiga casa de arrumo ou de animais
Antiga casa de arrumo ou de animais
Refrescando à beira-rio
Refrescando à beira-rio
Perspectiva sobre o ribeiro
Perspectiva sobre o ribeiro
Acção na margem sul
Acção na margem sul
Vista mais geral da encosta a sul do ribeiro
Vista mais geral da encosta a sul do ribeiro
O almoço
O almoço
Pequeno momento lúdico
Pequeno momento lúdico
Desobstruindo o Trilho da Serra
Desobstruindo o Trilho da Serra

Entretanto, na margem sul, os trabalhos avançaram também. Aqui há uma encosta bastante inclinada, mas cá em baixo existe uma área plana, o que facilita a intervenção. Foi aqui que se acumulou imensa lenha na cheia de 24 de Dezembro de 2013, bloqueando a passagem e o Trilho da Serra, que por aqui passa. Ainda não tinha sido possível desobstruir esta passagem mas desta vez tinha que ser: à custa de quase uma hora de trabalho, braços, moto-roçadora e motosserra em acção, conseguiu-se abrir uma passagem, embora imensa lenha ainda aqui continue acumulada. Assim, está de novo aberto o Trilho da Serra, pelo menos no Cabeço Santo!

Trilho da Serra desobstruído
Trilho da Serra desobstruído
Trabalhos na encosta
Trabalhos na encosta
Plantação de medronheiros
Plantação de medronheiros
Equipa no final
Equipa no final

Os trabalhos continuaram com animação, até se terminar o dia com a plantação de mais meia dúzia de medronheiros, cuidadosamente regados, para sobreviverem a este período seco e relativamente quente.

No fim o balanço era inevitável: tinha sido mais uma fantástica jornada voluntária! A próxima, a última deste Inverno, é já no próximo Sábado, dia 14. Ora para isso é preciso haver “alternância voluntária”! Vamos lá ver quem são os eleitos! Até lá.

P.S. A reportagem fotográfica foi da Claudia.

One Reply to “A Jornada de 7 de Março”

  1. Foi de facto uma jornada muito boa. Desta vez foram poucas as acácias que cortei, ou arranquei, mas foram as suficientes para ter valido a pena a deslocação. Tal como valeu a pena o piquenique, desde que temos mesa as coisas parece que sabem melhor, o Fernando levou um pão muito bom, eu levei um restinho das famosas azeitonas caseiras. E o resto das coisas boas que o organizador sempre prepara para os voluntários. É muito bom podermos ter momentos de lazer e lúdicos, como subir ao alto de um carvalho, e apreciar como este vale está a ficar tão bonito! Não volto no próximo Sábado mas só porque tenho um compromisso, espero que haja alguém que me substitua.

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