1ª Jornada de Primavera: adiada

Eis que o facto mais ansiado desta Primavera, um Abril cheio de chuva, para minorar a sede da terra e das plantas, se tem verificado, e por isso desta vez os voluntários disponíveis para a 1ª jornada de Primavera não ficaram tristes quando se anunciou um dia chuvoso para a data marcada. E com efeito ele foi ainda mais chuvoso do que previamente anunciado, só lá para as 16 horas passando a regime de aguaceiros. Uma noite e um dia quase inteiro cheios de uma chuva suave e penetrante!

Eis uma foto de um carvalhal tirada já pelo fim da tarde:

Depois de um dia de chuva...

Não se sente o tapete de folhas do ano anterior a emitir aquele cheiro característico? Não refrescam as gotas que caem das árvores movidas por uma brisa? Não se adivinha o chilreio das aves na sua azáfama Primaveril? Senão de verdade, talvez com a imaginação…

Agora voltemos às jornadas: felizmente tornou-se possível transferir a jornada de Sábado, 21 para Sábado, 28, pelo que a 1ª Jornada de Primavera ainda poderá realizar-se. Isto se não chover, claro!

Até dia 28!

4 Replies to “1ª Jornada de Primavera: adiada”

  1. Caro amigo,
    Minúsculo, de facto, se comparado com a dimensão dos eucaliptais que o circundam. Mas enorme se comparado com o carvalhal que aqui existia há 20 anos, quando este mesmo espaço era um eucaliptal. É para que as gerações futuras tenham mais carvalhais (e outras formações espontâneas) do que à nossa foi dado usufruir que o Projecto Cabeço Santo existe.

    1. Viva

      como penso que é claro, não é uma critica.
      É uma triste constatação do estado incaracterística a que a paisagem litoral do norte e centro chegaram.
      Acho fantastico o que vocês estão a fazer, quanto mais não seja pelo aspecto didactico para as futuras gerações, e como exemplo para outros projectos similares!

      bem hajam

      João

      1. Caro João,
        Obrigado pela apreciação e pelo incentivo. São sempre um bálsamo.
        Quanto ao resto, plenamente de acordo. O estado da paisagem e da biodiversidade na nossa região é tão crítico que todos os esforços são pequenos mesmo apenas para ensaiar um processo mais vasto de recuperação. E no entanto nunca o ser humano dispôs de tanto poder nas suas mãos! Uma aparente contradição!

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