Primeira Jornada de Outono

A primeira jornada de Outono, decorrida a 1 de Outubro, foi participada por um pequeno mas activo grupo de voluntários, em boa parte estreantes.

O local escolhido para os trabalhos foi o Vale de São Francisco, onde temos colocado alguma prioridade ultimamente por ainda não correr água e isso facilitar os movimentos em torno do vale. O declive das encostas adjacentes ao vale é elevado, e tudo o que contribua para facilitar a abordagem deve ser aproveitado. Numa zona foram escavados socalcos para plantar eucaliptos em 2006, e, apesar de elevado impacto da operação, isso facilita os movimentos, embora, para passar de um socalco a outro quase seja precisa uma escada!

O vale é, desde a cumeada do Cabeço ao seu encontro com o ribeiro, atravessado por cinco caminhos florestais e uma estrada, esta, a estrada do Feridouro, cujo asfalto termina apenas uns metros depois do vale.

O Vale de S. Francisco: o seu relevo, os seus acessos, a sua área de intervenção

Os trabalhos têm-se desenrolado em torno do primeiro desses caminhos (a seguir à estrada), e nesta jornada fizeram-se avanços determinantes. A moto-roçadora, que trabalhou quase todo o dia, cortou silvado quase até à estrada, permitindo o acesso às mimosas e também às árvores e arbustos autóctones que por aqui se encontram com abundância. A restante equipa descascou, cortou e arrumou mimosas.

O primeiro caminho de acesso ao vale está à esquerda e quanto às mimosas… ainda parecem dominar o vale, mas não por muito tempo!
Arrumar (juntar) as mimosas cortadas é essencial para manter o local acessível.
Os trabalhos prosseguem, na encosta sul a montante do primeiro caminho.
Um loureiro, agora libertado da suas indesejáveis companhias.
“Floresta” de mimosas descascadas, as mais amarelas das quais tinham já sido descascadas no dia anterior pelas voluntárias do Centro de Juventude de Águeda
Um pequeno carvalho desponta entre mimosas 100 vezes maiores do que ele. Mas faz parte do futuro desta área.
Esta foto, com o Cabeço do Meio em fundo, mostra que no Vale de São Francisco já não há só mimosas (e eucaliptos)!
Também nesta foto se observam carvalhos com origem em rebentamentos de toiças ocorridas após a remoção dos eucaliptos, em 2015. Mas estas árvores necessitam também de trabalhos de condução, a não falhar este Outono/Inverno.

Entre a estrada e o primeiro caminho o trabalho das invasoras ficou quase concluído, e sem dúvida que, em mais uma jornada, se terminará. Entre o primeiro e o segundo caminho também já se deu um bom avanço, mas é também aí que o carácter escarpado do vale se começa a revelar, dificultando ainda mais os trabalhos.

A equipa do dia

Entretanto, constatou-se já que este ano não é, definitivamente, ano de bolota, pelo que não haverá colheita nem sementeira. Deste modo, poderemos devotar mais jornadas às mimosas do Vale de São Francisco, enquanto a água não correr. Já a próxima? Talvez, logo veremos se temos equipa capaz. Venha ela! Até lá.

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