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Embora já uma semana depois, aqui fica o registo da jornada voluntária de 6 de Julho. Mas ainda com uma referência ao dia anterior, 5/7, no qual tivemos, numa pequena cerimónia realizada em Águeda, a entrega de um “cheque de 950 árvores” concedido pela ADRA, empresa regional de distribuição de água, no âmbito de uma campanha de adesão dos seus clientes à factura electrónica. Um apoio muito importante, num momento em que a área de intervenção do projecto se encontra em pleno crescimento. Um apoio que agradecemos, naturalmente, e que se enquadra bem no contexto do PCS, pois que, como foi referido por vários participantes dessa cerimónia, onde se encontrava o Presidente da Câmara Municipal, o Presidente do Conselho de Administração da ADRA e o Presidente da Direccao do Núcleo de Aveiro da Quercus, o projecto também tem no centro das suas atenções a qualidade da água, pois que a sua área de intervenção, onde se procura intervir com o máximo cuidado sobre o solo e onde se plantam espécies com propósitos de proteção e conservação, se estrutura em torno das linhas de água e das encostas que lhes são adjacentes.

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Cerimónia de entrega do “cheque” (cortesia do Jornal Soberania do Povo)

No dia seguinte tivemos a jornada, mais uma dedicada ao cuidado das árvores plantadas este ano em torno do Vale de Barrocas, uma área onde se encontram pelo menos 4 captações de água ainda em uso. Foi um dia de temperaturas moderadas, agradável para se trabalhar, mesmo em encostas difíceis. E os trabalhos começaram exactamente a poente da “linha de água” principal do Vale, onde tinha chegado a equipa da jornada a anterior, progredindo para oeste nas cotas mais elevadas da encosta. Primeiro uma zona de solo mais difícil e pedregoso, onde se constataram algumas baixas, melhorando para a frente. Contudo pôde-se também verificar que algumas árvores, embora tendo perdido a parte aérea inicial, estavam a rebentar pela base, significando que não estão realmente perdidas.

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Voluntários em acção numa encosta bastante íngreme
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Trabalho de cuidado das árvores plantadas este ano
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Uma planta de medronheiro, depois de cuidada
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Vista geral da área em torno do “braço” principal do Vale de Barrocas
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Algumas plantas, como este carvalho, perderam a parte aérea mas rebentam pela base
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Um carvalho cuidado com uma cobertura de fetos da vizinhança

Os trabalhos seguiram as linhas gerais habituais: remoção de plantas concorrentes, melhoria ou recuperação da caldeira de retenção da água, colocação de cobertura, se disponível, e demarcação da árvore com uma estaca de bambu, se necessário.

Uma equipa especializada dedicou-se ao corte de rebentos de eucalipto, que aqui ainda eram abundantes. Recorde-se que em toda esta área os eucaliptos foram desvitalizados da forma mais saudável, embora também mais trabalhosa, do corte repetido dos rebentos, sempre realizado pelas equipas voluntárias.

Nas zonas de solo mais fértil, a planta concorrente dominante era o dente-de-leão, uma herbácea  elegante e interessante, que às vezes apetecia deixar. Os castanheiros surpreenderam pela vitalidade. E assim se passou a manhã.

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Medronheiro em estreita companhia de uma planta de dente-de-leão
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Um carvalho na companhia de várias plantas de dente-de-leão
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Um bonito castanheiro acompanhado por… dente-de-leão!

O almoço era no campo, em forma de piquenique. Só que, embora não estivesse muito calor, o sol do meio dia em pleno Julho não era muito confortável para almoçar. E sombra, aqui, só no “tempo dos netos dos nossos filhos”, dizia uma voluntária. Bem, a organização não é tão “pessimista”, pensa que já haverá aqui boas sombras no tempos dos “nossos próprios netos”! Em todo o caso, é evidente que estamos a trabalhar em processos bem lentos…

Deste modo, decidiu-se descer ao Ribeiro para usufruir da sombra dos carvalhos que aqui foram plantados desde 2010. Aqui, nove anos depois, já temos sombra, mas há que não esquecer que as condições de solo e humidade são privilegiadas neste local. Alguns voluntários também não deixaram de aproveitar as águas do ribeiro para um refrescante banho. Que com a comida e o descanso constituíram um trio bem regenerador!

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O almoço foi à sombra dos carvalhos plantados e recuperados na zona ribeirinha desde 2010

À tarde os trabalhos continuaram, agora sobretudo nas cotas mais baixas da encosta, mas ainda acima do caminho para Belazaima-a-Velha. Nesta área parece ainda haver espaço para adensamento, algo a ter em atenção na próxima época de sementeira e plantação. Durante a tarde as nuvens cobriram o céu, facilitando o trabalho dos voluntários.

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Um tojo (Ulex minor) ainda em flor
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Uma peculiar aranha negra encontrada numa rede de raízes que se introduziu (sem terra em redor!) numa caixa de recolha da água de uma das nascentes!

Agora, que o trabalho de acompanhamento das árvores está praticamente concluído, o que se segue? Não obstante não estarmos perante o Verão mais duro dos últimos anos, será muito conveniente a realização de uma rega, que estamos a tentar programar ainda para Julho, talvez mesmo para 20/7. Logo que possível confirmaremos, pois necessitaremos de um número não muito elevado de voluntários.

Entretanto, esta jornada foi encerrada com um lanche e a habitual foto de despedida. Como já nos habituou, o voluntário Paulo vinagre ofereceu-nos um vídeo com composição de fotos suas, que aqui reproduzimos. Obrigado a todos.

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A equipa do dia, ainda animada pelo “cheque da ADRA”!

Vídeo produzido e oferecido pelo voluntário Paulo Vinagre.

Paulo Domingues

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