Acesso à terra

Numa região onde toda a propriedade é privada e onde o usufruto do solo se baseia numa actividade assumida como bastante rentável (mesmo se na prática, frequentemente assim não acontece), como é o cultivo do eucalipto, o acesso à terra é difícil e financeiramente custoso. A área de intervenção inicial do PCS, uns 65 ha até 2009, foi afortunadamente conseguida sem custos (exceptuando o terreno adquirido pela Quercus), porque se tratava de uma área com uma fração significativa de solos marginais inserida numa grande propriedade de uma grande empresa à qual interessava também mostrar a sua sensibilidade pelas dimensões não produtivas do solo.

O próprio terreno adquirido pela Quercus, largamente de solo marginal, teve um custo muito inferior à referência dos solos locais sob cultivo de eucalipto. Qualquer tentativa de ir para além destas áreas iniciais, ainda por cima com a intenção de ocupar zonas específicas onde só determinadas parcelas eram alvo, era garantidamente um exercício difícil de diplomacia local, exigência financeira e paciência. Que entre 2009 e 2019 se tenha conseguido chegar tão longe nesse processo, aumentando para o dobro a área inicial, é surpreendente e alheio a qualquer expectativa normal que pudesse ter existido em 2009.

Em 2024 a ACS iniciou a aquisição de um conjunto de parcelas na zona da Ribeira do Tojo, com uma área total de 4 ha. Na maior parte destas áreas, contudo, os trabalhos já se tinham iniciado em 2009.

Em 2026 está em curso a aquisição de 5 ha nas Bicas de Aguadalte, em princípio a realizar pela Quercus, dado constituir um emparcelamento com a propriedade aí adquirida 20 anos antes!

Actualmente o projecto intervém (potencialmente) em cerca de 130 ha, áreas exclusivamente devotadas a fins de conservação na mata da Altri Florestal, na Quinta das Tílias e nos terrenos da Quercus.