A área de intervenção do Projecto

A área de intervenção do Projecto é formada por um conjunto praticamente contínuo de parcelas situadas na bacia de drenagem do Ribeiro de Belazaima (afluente do Rio Águeda). É uma área que foi desenhada tendo como ideia guia a criação de um “corredor ecológico” ao longo do Ribeiro de Belazaima e de uma série de “corredores” secundários ao longo dos principais vales afluentes do ribeiro, que ligam o corredor principal a áreas de características rupícolas nas cotas mais elevadas do monte (Cabeço Santo). Mas de facto, áreas com estas características podem encontrar-se mesmo no corredor ribeirinho. Sempre que foi possível, áreas de encosta mais extensas, como no Vale de Barrocas ou nas Bicas de Aguadalte/Costa da Malhada (Vale de S. Francisco), foram adicionadas.

À área inicial dentro da Mata da Altri Florestal (61 ha) foram sucessivamente adicionadas:

Uma parcela de 7 ha adquirida pela Quercus em 2006.

Um conjunto de parcelas na zona da Ribeira do Tojo, largamente constituídas por antigas parcelas agrícolas da desaparecida aldeia de Belazaima-a-Velha, trabalhadas desde 2009, mas que viriam a ser adquiridas pela Asscciação Cabeço Santo em 2024 (c. de 4 ha).

As parcelas florestais de conservação que fizeram parte da Quinta das Tílias desde a sua criação, em 2016, ou que foram por ela adicionadas ao longo dos anos seguintes (58 ha).

Duas parcelas nas Bicas de Aguadalte em fase de aquisição em 2026 (5 ha).

A área de intervenção soma assim 135 ha.

Entorno de Belazaima e Quinta das Tílias: estão representadas, para além das áreas de conservação (a verde) as áreas agrícolas (castanho) e as áreas de medronhal (rosa-magenta)

As áreas de intervenção de restauro mais antigas (1990) encontram-se nos locais do Valinho Turdo, Pedreira e Ponte Nova. Na Fonte do Porco e no Vale da Várzea (nascente), as intervenções iniciaram-se em 2006. Na generalidade das restantes áreas da Quinta das Tílias, só depois de 2016 houve intervenções de restauro.

Entorno do Feridouro e Vale de S. Francisco. Na bacia do Vale de S. Francisco, entre a Mata da Altri e o terreno da Quercus, encontram-se as principais áreas de vegetação rupícola, onde se iniciou o projecto em 2006.

O Projecto Cabeço Santo iniciou-se na cabeceira do Vale nº 2 em 2006 e só a partir de 2008 chegou ao Ribeiro. Mas à zona do Feridouro, criando um “corredor” ribeirinho ao longo do Ribeiro entre Belazaima do Chão e Belazaima-a-Velha, só a partir de 2012.

As cabeceiras dos Vales nºs 3, 4 e 5, na Mata da Altri, são essencialmente rupícolas. O mesmo não acontece do outro lado do Ribeiro, no Vale de Barrocas

A área de confluência dos Vales nºs 3, 4 e 5, na Mata da Altri , bem como toda a margem ribeirinha do Pé Torto (Quinta das Tílias) são zonas com uma orografia difícil, onde a densa ocupação com mimosas se tem revelado difícil de resolver.

Ao longo do Ribeiro encontram-se as antigas terras agrícolas de Belazaima-a-Velha, adquiridas pela ACS, onde se encontra também a Estação da Biodiversidade.

Os terrenos que a ACS viria a adquirir em 2024, por outro lado, ao se tratarem, na sua maior parte, de antigas terras agrícolas, e não obstante se encontrarem no início muito invadidas com mimosas, foram as áreas onde de forma mais rápida foi possível estabelecer um bosque autóctone de uma certa maturidade. As intervenções iniciaram-se aí em 2009 e mais tarde foi instalada a Estação da Biodiversidade.