Insectos e aranhas

O insectos são dos mais bem-sucedidos e antigos colonizadores da Terra. De uma grande diversidade de formas, cores e hábitos, são também uma classe com um elevado número de espécies, e dessa forma um indicador do estado ecológico de uma região.

As aranhas não são insectos, pertencem a outra classe, a dos aracnídeos. Mas, como são pequenos, como eles, e apresentam uma grande interação com eles (capturam-nos…) incluem-se nesta secção.

As aranhas e os insectos aqui coligidos têm apenas uma coisa em comum: foram observados no espaço da bacia de drenagem do Ribeiro de Belazaima, ou seja, não apenas na floresta, mas também nos campos agrícolas e mesmo nas imediações das construções humanas. E, claro, puderam ser capturados fotograficamente sem meios sofisticados nem habilidades especiais…

A diversidade de plantas encontradas nos campos agrícolas é, naturalmente, muito superior à do ambiente florestal, por questões de fertilidade do solo e de dinâmica dos habitats, pelo que aí também se encontra uma diversidade correspondentemente maior de insectos e aranhas. Mas é provável que muitos desses organismos dividam o seu ciclo de vida entre os campos agrícolas e as áreas não cultivadas.

Com poucas excepções, os campos agrícolas considerados foram os da Quinta das Tílias, uma exploração biológica, mostrando como o modo de produção é importante para a conservação da biodiversidade e não apenas para produzir alimentos mais saudáveis. Mas não foi realizado nenhum estudo comparativo com uma exploração não biológica…

Esta “colecção” de insectos e aranhas é uma elaboração conjunta da Associação Cabeço Santo e da Quinta das Tílias que está em permanente actualização. Do ponto de vista da Quinta, é útil a classificação dos organismos quanto ao seu papel no ecossistema cultural (nocivo-neutro-auxiliar). Por isso essa caracterização é incluída. Deste ponto de vista, é interessante observar que a maior parte das Ordens tem espécies de auxiliares, enquanto que só numa ou duas (hemípteros e ortópteros) dominam os potencialmente nocivos. Isto dá desde logo uma ideia da importância da biodiversidade: o controle dos insectos potencialmente nocivos é realizado principalmente (ainda que não exclusivamente) pelos insectos auxiliares. Nesta classificação utilizaram-se os seguintes parâmteros:

A-Auxiliar + (predador importante de pragas)
B-Auxiliar P (sobretudo polinizador)
C-Auxiliar (auxiliar de importância secundária)
D-Neutro (sem impacto significativo positivo ou negativo)
E-Auxiliar/nocivo (tipicamente, nocivo no estado larvar e auxiliar no estado adulto)
F-Potencialmente nocivo (praga potencial)

A identificação, embora contrastada com outras fontes, é principalmente a proporcionada pela aplicação PictureInsect.

Finalmente, há que ter em conta que nem a QT nem a ACS têm entomologistas! Ou melhor, os que têm são amadores.

Ordens:

Aranae (aranhas)

Coleoptera (carochas, besouros, escaravelhos, joaninhas…)

Diptera (moscas e afins)

Hemiptera (percevejos, pulgões, cigarras, cochonilhas)

Hymenoptera (vespas, abelhas, formigas)

Julida (milípedes)

Lepidoptera (mariposas e borboletas)

Mecoptera

Neuroptera (crisopas)

Odonata (libélulas e libelinhas)

Orthoptera (gafanhotos, grilos)