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Como a maior parte das áreas não cultivadas do Cabeço Santo se encontravam dentro da mata da então Celbi, detida pela multinacional Stora Enso, um passo essencial era gerar entendimentos com a empresa que permitissem a intervenção. Também era necessário um enquadramento institucional para a o projecto e a Quercus aceitou a proposta de o acolher. Por isso, quando se realizou um primeiro encontro com responsáveis da Celbi, era já a Quercus que se apresentava como promotora do projecto. Isso não facilitou propriamente esses primeiros contactos porque, e ainda estava na memória de todos, a Quercus praticamente tinha nascido com a contestação ao eucalipto… Foi necessário investir na conquista da confiança, o que foi finalmente foi conseguido, tendo sido possível obter luz verde da empresa para que o projecto interviesse em áreas não cultivadas da mata.

Outro processo que decorreu ainda antes do início dos trabalhos do projecto foi a aquisição de um terreno de 7 ha que atravessa o Vale de S. Francisco e que divide, com a mata da então Celbi, a principal área rupícola e não cultivada desse vale. Bem, realmente, dos 7 ha do terreno, cerca de 1 tinha eucaliptos e uns 3 ou 4 tinham pinhal, originalmente semeado entre o matagal e o medronhal da encosta norte do vale, ainda de solo bastante marginal. O pinhal, contudo recuperou escassamente após o incêndio, certamente por falta de banco de sementes. A aquisição deste terreno não foi difícil, porque o proprietário vivia longe e já não tinha ligação à região, e o valor do terreno era muito inferior ao típico terreno com cultura de eucaliptos. Os 14 000 euros do seu custo iriam dar origem à primiera campanha de angariação de fundos do projecto, mas sobre isso se fala noutro local.

Quando os trabalhos se iniciaram, com um grande campo de trabalho voluntário (CTV) de 5 dias entre 1 e 5 de Setembro de 2006, eles decorreram essencialmente na cabeceira do Vale de S. Francisco, entre a mata da Celbi e o terreno adquirido pela Quercus.