Áreas originalmente não exploradas (rupícolas e de solo marginal)

Estas áreas incluem algumas onde existia algum pinhal implantado por sementeira, que só parcialmente se regenerou. O seu núcleo principal encontra-se em torno da cabeceira do Vale nº 2, embora prolongando-se quase continuamente entre o nº 1 e o nº 5. No vale nº 2 esse núcleo é “cortado” pela extrema da Altri com o terreno adquirido pela Quercus em 2006, daí a razão para a aquisição desse terreno no início do projecto. As áreas estritamente rupícolas são as que se encontram mais bem conservadas, pois aí o impacto da ocupação humana ancestral foi menor e é também menor o impacto das espécies invasoras. As áreas de solo marginal onde cresce já o matagal e mesmo arbustos como o medronheiro e o lentisco, são as mais afectadas pela presença da acácia-de-espigas (Acacia longifolia), com formações frequentemente muito densas. Quando já não é possível o arranque, cortam-se com tesourões, e as maiores, com motosserra. O acompanhamento nos meses seguintes é muito importante, pois de contrário as formações recompõem-se.

Nos últimos anos tem-se realizado pouco trabalho nas áreas de acácia-de-espigas, em parte pela sua menor acessibilidade, em parte por as prioridades se terem centrado em áreas de situação mais dinâmica. No entanto, havendo disponibilidade de mão-de-obra, quer voluntária quer profissional, há ainda imenso para fazer nestas áreas.

O terreno adquirido pela Quercus em 2006 insere-se na sua maior parte nesta “categoria”, já que dos seus 7 ha, apenas um estava plantado com eucaliptos. No entanto havia eucaliptos espalhados pelas áreas mais marginais. Embora esses eucaliptos tenham sido cortados em 2006-7, nos anos seguintes muitos ocuparam o lugar dos primeiros e, para além deles há ainda também bastantes acácias-de-espigas e algumas mimosas para remover nesta área. No entanto a evolução destas formações é agora lenta, pelo que não tem tido prioridade nas intervenções.