Geografia mais larga

O Ribeiro de Belazaima é um dos mais pequenos afluentes do Rio Águeda. O maior é o Alfusqueiro, ainda mais extenso que o próprio Águeda até ao encontro dos dois, em Bolfiar. Para o Rio Águeda confluem todas as águas da vertente oeste da Serra do Caramulo, desde as do Alfusqueiro, a norte, até às do Cértima, a sul, sendo este o menos “serrano” de todos os seus afluentes, nascendo já nas montanhas mais baixas que unem o Caramulo ao Buçaco.

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Rios e ribeiras que correm para oesta das Serras do Caramulo e do Buçaco

Nas terras baixas, maioritariamente percorridas pelo Cértima, a presença humana é densa e a agricultura comparativamente mais relevante, aproveitando as férteis terras de aluvião das margens do Cértima e do Águeda, sobretudo a jusante da cidade de Águeda. Nas terras de montanha, moritariamente percorridas pelo Alfusqueiro, pelo Agadão, outro tributário, e pelo proprio Águeda, a montante da cidade, a presença humana é reduzida mas bem distribuída, a agricultura pouco relevante e a floresta cultivada, maioritariamente pelo eucalipto, absorvente.

O estado ecológico do Rio Águeda e dos seus principais afluentes “serranos” é mau, não pela poluição mas pelo mau estado de conservação da flora, associado ao cultivo excessivo do eucalipto, a difusão de espécies vegetais invasoras e a consequente desaparição da fauna. Por sua vez o Cértima, atravessando áreas densamente povoadas, também não se encontra em bom estado ecológico, devido à poluição, assim alimentando as águas da Pateira de Fermentelos, pouco antes de desaguar no Águeda.

O Rio Águeda desagua no Vouga, já em pleno Baixo Vouga, a uns escassos 6 metros de altitude, em Eirol. O Vouga, esse, vem de mais longe, “abrindo caminho” entre as serras do Caramulo e da Freita, para nascer já lá na interior Serra da Lapa, onde a sua bacia hidrográfica começa a tomar forma, bem perto dos tributários do Douro e do Mondego.